segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Faladô (2007)

Faladô (AFAL)

Oia lá em baixo oia lá vê a zinca
quer subir o morro escalando na avenida
quer pegar bandido quer forjar fragrante
vai pega as roupas e coloca no arame
assim fica difícil a visão fica embaçada
quem foi o safado que já caguetou a área
já basta o Zé polvo que paga pau prus homens
pega o que tiver cava um buraco esconde
num era pá ser assim era pá ser diferente
todo mundo unido sem conversa entende
oia lá pá frente barulho de sirene
a molecada correndo a final quem não treme
pega o que tiver calibra entope
se me apavora eu prego o dedo e alguém morre
os coxinha pensa bem que fuder com a vida nossa
só que nóis também num alisa na proposta
nóis num tem escola mermo a saúde tá precária
pôr isso eu num dispenso se quiser trocar umas bala
o cagueta mermo gosta de inferninho
fuma um... e solta língua Zé polvinho
pô da entrevista mancada acha que é o cara
cagueta ate a mãe pelo um tubo de cachaça
que nada
quando anda com dinheiro, ai se vê quem é
tira todos truta e paga cerva pás muié
cabelo arrepiado pano loco da hora
mora na favela e passa fome pela moda
agora eu sei quem foi que entregou a atividade
cê rouba ate irmão, pô mó cabritagem
só anda com comedia é escravo dos que manda
cuidado né se não cê vira planta

Refrão

Ei pode crê
ou pode vim e vê
vai puxa minha ficha minha corrida e vai entender
tudo que eu fiz foi a favor da comú
agora cê quer vim e atrapaia quem é tu
que acha que é o pã quer chegar e botar banca
oi pá favela sente a fé num espanta
sente a firmeza que tem nos verdadeiro
só bicho do cerrado união família Gueto
vich oia lá falador deu mancada
deu brecha com outro mano agora não desce na área
tem uns nego que é bandido ai eu boto fé
num tem outra opção puxa o ferrolho e vê qual é
intimida ate policia que gosta de aventura
olha pru negão sente o back a bala fura
o quilombo da favela tá bem organizado
e nóis num consigna escariotes sai voado
todo mundo fé em Jah pode crê é isso mermo
correndo pela paz prevalece os maloqueiro
porque nóis é favela e todo mundo sente isso
e ninguém mais acredita né conversa de político
caminha na quebrada
prometendo cesta básica
olha pro meu povo e vê os voto que piada
a diferença pro pilantra é que ocê num mora aqui
convive na quebrada e rouba o irmão pera ai
ninguém derruba o outro sem motivo na favela
se deitou mais um pode ser que é pelas guela
a verdade é que te deixa em pé
ando pela sombra em Yeshua tá minha fé

Refrão

Olha o pilantra quer pegar mais um
mexeu com nego errado num da outra saca e bum
ei cabritagem é melhor se se tocar
pegar as regras da favela e começar a estudar
os olho de tandera faz muchar ate arruda
só fica na inveja só na globo ai afunda
os bico do outro lado quer fazer a divisão
Rap verdadeiro num existe sem ação
re quer te tudo né quer pagar de boy
andar de importado infelizmente né pá nóis
bota um som ali no bar no orelhão liga a rapa
chama os lá de riba eu liguei os da baixada
todo mundo unido sem pilantra ai já era
as preta firmezeira logo chega na viela
os crentes que respeita sabe interpretar
também já foi daqui quem sabe um dia nóis tá lá
a vida é um aprendizado e quem aprende tá rilex
e o tempo é curto truta anda logo se aprece
ei corre lá vai quita todas conta
anda pelo certo e tira o nome de pilantra
para de rouba chegado na viela escura
para de rouba as tia que vive na luta
Aquisição pancada que racha o crânio
morro e baixada aqui do cerradão Goiano
nem tudo que eu vejo vira Rap tá ligado
maloqueiro liga e na letra tem cuidado
Rap de Favela e os irmão na atividade
um cuida do outro Fé em Jah comunidade.

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